Japoneses protestam pelo 2º dia contra guerra do Iraque

Quase mil manifestantes protestaram neste domingo, pelo segundo dia consecutivo, contra a Guerra do Iraque no centro de Tóquio, na véspera do terceiro aniversário do conflito, do qual o Japão participa com tropas em trabalhos humanitários. Segundo a imprensa local, os manifestantes gritaram "Não à guerra" e exibiram cartazes onde aparece uma criança, aparentemente iraquiana, vítima do conflito, acompanhada de um texto em japonês que pergunta "Por que?". Outra manifestação que cruzou no sábado o centro comercial de Ginza, próximo ao Palácio Imperial, reuniu 2 mil participantes, segundo fontes jornalísticas. O governo japonês apóia os Estados Unidos na ofensiva no Iraque e mantém um contingente de quase 600 homens, no sul do país árabe, para trabalhos de reconstrução e ajuda médica. O primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, promotor do apoio militar aos EUA, apesar da limitação constitucional de enviar homens das Forças Armadas ao exterior, assistiu neste domingo a uma graduação de uma academia militar e discursou aos cadetes sobre a importância da luta contra o terrorismo. A Constituição japonesa, redigida no final da Segunda Guerra Mundial, proíbe a participação do país em conflitos bélicos internacionais e teve de ser reinterpretada para permitir o envio de soldados ao Iraque onde só podem usar armas em defesa própria.

Agencia Estado,

19 Março 2006 | 11h27

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