Jatos etíopes bombardeiam aeroportos da Somália

Jatos de combate etíopes bombardearam os dois principais aeroportos da Somália, incluindo o Aeroporto Internacional de Mogadiscio, na capital, no primeiro ataque direto ao quartel-general de um movimento islâmico que tenta arrancar o poder do governo reconhecido pela comunidade internacional.Os aviões, de fabricação russa, fizeram um vôo rasante pela capital no meio da manhã, derrubando duas bombas sobre o aeroporto de Mogadiscio, que só havia sido reaberto há pouco tempo, após a tomada da cidade por extremistas islâmicos. Pouco depois, o Aeroporto Baledogle, a cerca de 100 km da cidade, foi atingido, informa um soldado do movimento islâmico. "Ouvimos o som dos jatos, e então eles atacaram", disse Abdi Mudey, soldado do Conselho dos Tribunais Islâmicos. Não há informes confiáveis de baixas. "O governo etíope está bombardeando alvos não-civis na Somália, para impedir e evitar a entrega de armas e suprimentos aos tribunais islâmicos", declarou Bereket Simon, conselheiro do primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi.Horas depois do bombardeio de Mogadiscio, o líder do conselho islâmico, xeque Hassan Dahir Aweys, chegou à cidade num pequeno avião. Acredita-se que ele estivesse na Eritréia, principal adversário da Etiópia.Os governos etíope e somali acusam há tempos o conselho islâmico de recrutar combatentes no estrangeiros . Mais cedo, nesta segunda-feira, o governo somali anunciou que as fronteiras do país seriam fechadas, para manter combatentes internacionais fora do país.Moradores da região costeira afirmam ter testemunhado a chegada de centenas de extremistas islâmicos de fora do país, respondendo à convocação feita por líderes religiosos que vêem uma guerra santa em andamento contra a Etiópia.Meles havia anunciado, no domingo, que seu país via-se "forçado a entrar em guerra" contra o Conselho de Cortes Islâmicas da Somália, depois que o grupo decretou uma guerra santa contra a Etiópia. Esta foi a primeira vez que a Etiópia reconheceu que suas forças vinham apoiando o governo oficial somali, contra a crescente influência das cortes.

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