Java sofre com corte de energia elétrica após erupção do Kelud

Vulcão está em situação de alerta máximo há duas semanas; população foge com medo de ser atingida por lava

Efe,

03 de novembro de 2007 | 14h28

Cortes de energia elétrica em diversas zonas de Blitar, na ilha indonésia de Java, aumentaram o caos e o pânico da população local diante da erupção do vulcão Kelud, já que não se sabe até onde se estenderá a lava.   A cidade de Blitar e amplas zonas ficaram neste sábado, 3, às escuras após a erupção do vulcão, devido a falhas em uma das centrais que abastece a região, o que aumentou o nervosismo dos moradores, segundo o serviço de informação Detiknews.   A última erupção deste vulcão, em 1990, também deixou no escuro grande parte dos povoados próximos ao Kelud (situado em Java Oriental).   Por volta das 16h local, os 17 especialistas do centro de observação do Kelud no posto de Pantau, o mais próximo da boca do vulcão, saíram às pressas do lugar após detectar sinais de uma erupção iminente.   As equipes da Polícia e do Exército também saíram da zona de perigo, buzinando com seus veículos e fazendo sinais aos moradores para que fugissem do local imediatamente. Pouco depois, o Kelud entrava em erupção, estendendo o pânico entre a população das localidades mais próximas.   Dezenas de moradores das localidades de Dawung, Penataran, Modangan e Kecamatan Nglegok que não tinham consentido ser retirados começaram a correr assustados após ouvir a entrada em erupção do Kelud.   Alguns tentavam fugir da provável chegada da lava de bicicleta, enquanto outros iam de carro ou moto. Nas estradas que levam ao sul havia muita confusão, as pessoas corriam carregando seus pertences e procuravam seus parentes.   O vulcão, que estava em situação de alerta máximo há duas semanas, apresentava terremotos vulcânicos há mais de duas horas, que ainda continua, e a temperatura do lago que fica em sua cratera alcançou 48 graus centígrados, a máxima registrada até agora.   Essa temperatura é muito superior aos 39 graus que atingiu durante a última explosão do vulcão, em 1990, o que poderia ser um indício de que, desta vez, a erupção será mais forte.

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