AP Photo/M. Spencer Green
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Jeb Bush critica Obama pela perda de influência dos EUA no mundo

Ex-governador da Flórida, filho e irmão de dois ex-presidentes, falou sobre política externa em discurso na cidade de Chicago

Cláudia Trevisan, Correspondente / WASHINGTON , O Estado de S. Paulo

18 de fevereiro de 2015 | 18h40

WASHINGTON - Candidato preferido do establishment republicano para a eleição presidencial de 2016, Jeb Bush defendeu nesta quarta-feira, 18, uma política externa agressiva, que contempla o aumento de gastos militares, rejeita negociações com o Irã, favorece a entrega de armas defensivas para a Ucrânia, abraça a coleta de dados pela Agência de Segurança Nacional e se opõe ao acordo de restabelecimento de relações diplomáticas com Cuba.

Em discurso no qual apresentou sua visão da posição dos EUA no mundo, Jeb afirmou que a administração de seu irmão George errou ao usar informações de inteligência “imprecisas” sobre a suposta existência de armas de destruição em massa para justificar a invasão do Iraque em 2003. 

Mas observou que Barack Obama cometeu um equívoco ainda maior ao retirar tropas do país em 2011 e deixar um vácuo - que foi ocupado pelo Irã - e criar uma situação de instabilidade que ajudou a fomentar o Estado Islâmico.


Filho do 41º e irmão do 43º presidentes dos EUA, Bush atacou a política externa de Obama e o acusou de ser “inconsistente e indeciso”. O pré-candidato republicano escolheu um centro de estudos de Chicago – base política de Obama - para apresentar suas posições. “Nós perdemos a crença e a confiança de nossos amigos. Nós definitivamente não inspiramos mais temor em nossos inimigos.”

Filho mais novo do clã Bush, Jeb usou o discurso para tentar se diferenciar dos dois integrantes de sua família que comandaram os EUA em 12 dos últimos 26 anos. “Eu tenho sorte de ter um pai e um irmão que moldaram a política externa da América”, afirmou. “But I am my own man”, acrescentou, usando expressão que indica independência em relação aos outros. 

O maior desafio do candidato Jeb será se distanciar do legado dos Bush que o antecederam, especialmente do irmão George, que iniciou a impopular Guerra do Iraque e viu os Estados Unidos mergulharem na mais grave crise econômica em sete décadas. A tarefa foi dificultada pelo anúncio de seu time de assessores para política externa. Dos 21 nomes, 19 trabalharam na administração de seu irmão, na de seu pai ou em ambas. Na última categoria está Paul Wolfowitz, um dos falcões da administração republicana e idealizador da estratégia que levou à Guerra do Iraque, na qual morreram 4,5 mil soldados americanos.

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