Jerusalém é "pátria de todos", diz papa

O papa João Paulo II, que na audiência pública desta quarta-feira apareceu em bom estado físico, falou de Jerusalém como a "cidade da paz" perante mais de 7.000 fiéis que compareceram à Sala Paulo VI. Embora o pontífice continue usando o papamóvel para locomover-se, pronunciou com clareza seu discurso e as saudações aos presentes, em oito idiomas. Em seu discurso, dedicado à ilustração dos Salmos, Sua Santidade citou o de número 86, "no qual todos se dirigem a Sion, para escutar a palavra do Senhor". "O canto a Jerusalém - disse João Paulo II, sem fazer outras referências à atualidade - lamentavelmente está em contraste com a experiência histórica que a cidade está vivendo". João Paulo definiu Jerusalém como pátria espiritual de toda a humanidade, na qual, diz a Bíblia, "mesmo as nações consideradas hostis" são admitidas e "recebidas não como estrangeiras e, sim, como familiares". Em Jerusalém, reafirmou o papa, todos devem descobrir suas raízes espirituais. As pessoas devem se reencontrar lá, como membros de uma mesma família.

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