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Jerusalém não é um assentamento, diz Bibi

Em evento de grupo americano pró-Israel, premiê israelense defende direito de construir na cidade, alegando que ela é a capital de seu país

Reuters e AP, O Estadao de S.Paulo

23 de março de 2010 | 00h00

WASHINGTON

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin "Bibi" Netanyahu, manifestou ontem sua certeza de que Israel continuará contando com "a velha amizade" dos EUA. Mas, em tom desafiador, ele afirmou que "Jerusalém não é um assentamento, é nossa capital", ao defender o direito de Israel de construir casas na parte oriental da cidade.

As declarações de Netanyahu foram feitas ontem à noite em Washington durante um congresso anual da principal organização pró-Israel dos EUA, a Aipac, horas após a secretária americana de Estado, Hillary Clinton, criticar a expansão israelense em território palestino nesse mesmo evento. Segundo a chefe da diplomacia de Washington, os assentamentos de Israel "ameaçam" o diálogo de paz.

Hillary reforçou os sinais de descontentamento da Casa Branca com Israel enquanto Netanyahu desembarcava em Washington para uma visita de três dias. A secretária se reuniu ontem à noite com Netanyahu em Washington com o objetivo de reduzir os atritos nas relações entre EUA e Israel. Segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley, Hillary conversou durante mais de uma hora com Netanyahu em um encontro que também teve a participação do ministro da Defesa israelense, Ehud Barak. De acordo com Crowley, Hillary e Bibi "analisaram medidas específicas que poderiam ser tomadas para melhorar o ambiente e manter o avanço das conversas indiretas" entre israelenses e palestinos.

Crowley destacou que o enfoque dos EUA continua sendo "o de criar um ambiente de confiança para que as partes possam começar a resolver os problemas importantes por meio de conversas e avançar rumo a negociações diretas o mais rapidamente possível".

Netanyahu reúne-se hoje com o presidente Barack Obama e outras autoridades americanas. Todas as reuniões com Bibi serão marcadas pela discrição e a imprensa não foi autorizada a cobrir os eventos.

As relações entre americanos e israelenses se deterioraram nas últimas semanas, depois que Israel anunciou novas construções em Jerusalém Oriental ao mesmo tempo em que recebia a visita do vice de Obama, Joe Biden. A atitude foi considerada "um insulto" por Hillary.

O discurso de Hillary no congresso da Aipac foi cercado de expectativas. Em meio a disputas diplomáticas, organizadores temiam que a secretária de Estado fosse vaiada. A plateia, porém, chegou a ovacionar Hillary, que reafirmou o "inabalável e eterno" compromisso americano com a segurança israelense.

A secretária de Estado ainda prometeu atuar para impor sanções mais firmes contra o regime iraniano. /

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