Jihad Islâmica assume atentado; Abbas cancela reunião com Sharon

Militantes do grupo radical palestino Jihad Islâmica assumiram nesta terça-feira um atentado a bomba no centro de Israel que matou uma israelense de 65 anos, em aparente violação do compromisso de cessar-fogo formulado na semana passada. Enquanto o chanceler israelense afirmava que seu governo continua disposto a cumprir a trégua, o primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, cancelava uma reunião prevista para hoje com o premiê israelense, Ariel Sharon, em meio a crescentes atritos em seu movimento Fatah. Segundo um funcionário palestino, muitos membros do Fatah dizem que Abbas não tem sido suficientemente firme em suas negociações com Israel. Não se confirmou uma possível visita esta semana de Abbas ao Parlamento israelense, onde se antecipava que ele pediria a libertação de mais prisioneiros palestinos. A questão é considerada um obstáculo importante às gestões para pôr fim a 33 meses de violência. Um fax enviado à agência Associated Press (AP) com o timbre da Jihad Islâmica ameaçou com mais episódios de violência se Israel não concordar com a libertação em massa dos prisioneiros palestinos. ?Libertem os prisioneiros ou as conseqüências serão graves?, advertiu a mensagem. Quanto à autoria do atentado de segunda-feira à noite assumida pelo grupo radical, não ficou claro se o ataque foi lançado por um grupo dissidente ou se foi aprovado pela Jihad Islâmica. O fax enviado ao escritório da AP identificou o atacante como Ahmed Yehyia, de 22 anos, do povoado de Kufr Rai, no norte da Cisjordânia. O líder político da Jihad na Cisjordânia, xeque Bassam Saadi, disse que os militantes dos arredores de Jenin provavelmente lançaram o ataque em represália à decisão israelense de não libertar os prisioneiros vinculados a esse grupo - mas ressaltou que ?a Jihad Islâmica está comprometida com a trégua?.

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