Jihad Islâmica assume autoria de atentado em Haifa

O grupo extremista Jihad Islâmica assumiu a autoria do ataque de um palestino suicida que detonou hoje uma bomba amarrada em torno de seu corpo no pátio do restaurante Wall Street Cafe, próximo da cidade portuária de Haifa (norte de Israel), causando ferimentos leves em pelo menos 20 pessoas, segundo a polícia israelense. O extremista morreu.O ataque foi semelhante ao ocorrido quinta-feira em movimentada pizzaria de Jerusalém que deixou 15 mortos e cerca de 100 feridos. Nesse ataque, o homem-bomba ingressou no interior do estabelecimento."Se neste domingo o terrorista palestino tivesse alcançado o interior do Wall Street Cafe, certamente estaríamos diante de um novo atentado de gravíssimas proporções", acrescentou um investigador israelense. "Felizmente, o impacto da explosão foi bem menor." Mesmo assim, o pátio do Cafe, localizado em Kiryat Motzkin (subúrbio de Haifa), ficou manchado de sangue, com mesas e cadeiras destruídas ou viradas e paredes perfuradas por centenas de pequenos projéteis.A Jihad (Guerra Santa) Islâmica, grupo palestino contrário ao acordo de paz cuja negociação foi interrompida pela intifada, assumiu a autoria do ataque, em comunicado divulgado em Beirute, no Líbano. Mas as autoridades israelenses responsabilizaram o presidente da Autoridade Palestina (AP), Yassar Arafat, acusando-o de negar-se a prender os chefes da Jihad e do Hamas, outra organização radical que se opõe à paz com Israel.Ao mesmo tempo, um dirigente do Hamas em Ramallah, Hassan Youssef, informou à agência ANSA que nos últimos dias a polícia da AP prendeu quatro de seus integrantes - entre eles, Abdallah al Barghuti, que segundo os serviços de segurança israleneses, ordenou o atentado suicida da quinta-feira passada em Jeruslaém. Contudo, Dore Gold, conselheiro do primeiro-ministro Ariel Sharon, afirmou que "Arafat acredita que pode continuar apoiando esta onda de terrorismo contra civis israelenses sem nenhuma pressão ou condenação internacional, "Israel não pode tolerar essa fonte de terror", acrescentou, deixando antever uma nova e eventual represália israelense como a ocorrida depois do atentado de quinta-feira, quando Sharon ordenou o bombardeio aéreo de alvos militares palestinos na Faixa de Gaza e a ocupação militar da Casa do Oriente - sede extraoficial da Organizão de Libertação da Palestina em Jerusalém - e pelo menos uma dezena de escritórios palestinos na cidade.

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