Jihad Islâmica assume autoria do atentado que deixou 19 mortos em Israel

O grupo Jihad Islâmica assumiu a autoria do ataque cometidopouco depois das 14 horas contra o restaurante Maxim, situado naavenida da popular praia de Haifa e cujos donos são israelensese árabes. O chefe da Polícia Nacional no norte de Israel, IaacovBorowsky, disse que o atentado suicida foi cometido por umamulher, que teria matado, a tiros, um segurança do lugar antes de detonar os explosivos que levava amarrados ao corpo. Além da suicida, pelo menos 19pessoas morreram, entre elas cinco crianças, e cerca de 55ficaram feridas, informaram fontes policiais.O atentado, que ocorreu durante o sabat judaico e um diaantes do início do feriado de Yom Kippur (Dia do Perdão),aparentemente teve como objetivo pressionar o governo israelensea rever sua ameaça de "remover" o presidente palestino, YasserArafat. Ele também ocorreu após o governo de Israel ampliar aconstrução do muro de segurança que invade partes do territóriopalestino e anunciar a construção de 500 novas casas emassentamentos judaicos.Funcionários de um hospital da cidade informaram que hámuitas crianças entre os feridos. "Foi uma forte explosão. Foihorrível", disse uma testemunha, identificada apenas como Eliad,à TV.Na sexta-feira, o grupo militante islâmico Hamas disse que abarreira que Israel está construindo na Cisjordânia não impediráos ataques contra os israelenses e levará o plano de pazpromovido pelos EUA, o chamado mapa da estrada, ao fracasso.Este é o primeiro ataque suicida desde os atentados de 9 desetembro, perto de uma base do Exército em Tel-Aviv e contra umcafé em Jerusalém, que deixaram 15 mortos.

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