Jihad Islâmica defende fim da trégua com Israel

A Jihad Islâmica defendeu nesta segunda-feira em Jenin que as facções armadas palestinas rejeitem o cessar-fogo com Israel, que entrou em vigor neste domingo, e retomem seus ataques até que a Cisjordânia seja incluída na trégua. O dirigente local da organização em Jenin, xeque Mohammed Saadi, indicou que o cessar-fogo deve ser interrompido até que a Cisjordânia entre no acordo, pois a situação permite que Israel continue com suas operações militares contra as milícias armadas neste território palestino. Na madrugada passada, membros do Exército israelense mataram na Cisjordânia Abdel-Razeq Nasser, chefe dos Comitês Populares da Resistência e uma mulher, identificada como Fatma Nazal, que aparentemente tentou socorrer o primeiro após os disparos das forças de Israel. Pelo menos 15 palestinos procurados por Israel foram detidos pelo Exército em diferentes pontos da Cisjordânia durante a madrugada. O porta-voz dos Comitês Populares, Abu Mujahed, qualificou as mortes dos dois residentes de Jenin de "violações graves" e advertiu que "não passarão sem ser castigadas". Saadi, por sua parte, disse, referindo-se à Jihad Islâmica, que "o grupo lançará - talvez nos próximos dias - um ataque suicida ou algo mais dentro das profundezas de Israel". "E neste caso a Jihad Islâmica não deve ser responsabilizada", afirmou Saadi, acrescentando que os palestinos não devem aceitar uma situação na qual "a terra do povo palestino se divida em áreas geográficas diferenciadas e que uma trégua em Gaza não inclua também a Cisjordânia". Neste domingo, outro dirigente da Jihad Islâmica Ramadan Salah disse que Israel está tentando provocar o final da trégua de forma deliberada, atacando os membros do grupo palestino. "Este acordo dá ao inimigo liberdade para atuar, assassinar e prender na Cisjordânia, e esta diferenciação entre os territórios palestinos (de Gaza e da Cisjordânia) terá conseqüências políticas perigosas, pois serve de base para um Estado palestino temporário em Gaza, como Israel e seus aliados desejam", afirmou o líder islâmico. "Apesar de desejarmos reduzir o sofrimento de nosso povo, achamos que o acordo de trégua sob o formato atual não responde aos interesses dos palestinos", acrescentou Salah.

Agencia Estado,

27 Novembro 2006 | 08h49

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