Jihad Islâmica dispara seis foguetes contra Israel

A Jihad Islâmica disparou nesta quarta-feira seis foguetes Qassam contra o território israelense, em uma ação que o grupo armado palestino classificou como uma "primeira vingança" pela morte de dois de seus ativistas em uma operação realizada nesta manhã por militares israelenses, no distrito de Jenin.Após o incidente, projéteis atingiram militantes do grupo palestino no norte da Faixa de Gaza, numa suposta represália israelense. De acordo com residentes, ninguém ficou ferido. O Exército israelense, que geralmente assume os ataques, negou que tenha sido o responsável pelo ato. Dois dos foguetes caíram nas imediações da passagem fronteiriça de Sufa, no sul da Faixa de Gaza; outros dois, na cidade de Sderot; outro, em uma cooperativa agrícola junto à fronteira com Gaza, e o último, em um terreno descampado da cidade de Ashklon, informaram fontes de segurança israelenses.Os foguetes não deixaram vítimas nem danos materiais.A Jihad Islâmica assumiu a autoria do disparo dos foguetes em comunicado divulgado na Faixa de Gaza.Efetivos do Exército israelense mataram os dois militantes da Jihad Islâmica em uma batida na aldeia rural de Fil el-Jartyie. Outras quatro pessoas ficaram feridas durante a operação.Uma unidade militar israelense entrou na localidade e cercou a casa onde estavam os militantes que seriam mortos, acrescentaram fontes palestinas.Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) declararam no último dia 26 uma trégua na Faixa de Gaza, mas as milícias palestinas continuam disparando de forma intermitente seus foguetes em reação a acontecimento militares na Cisjordânia, ou devido a rivalidades internas.Olmert dissera até agora que Israel manteria a calma para tentar preservar a trégua, mas afirmou publicamente nesta quarta-feira que a contenção acabaria se os ataques persistissem."A contenção não pode durar ao longo do tempo. Desde a declaração da trégua, caíram mais de 40 foguetes e os disparos ainda continuam", queixou-se o primeiro-ministro israelense em entrevista coletiva com seu colega norueguês, Jens Stoltenberg.

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