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Jihadistas matam homem acusado de espionar EI para coalizão internacional

Extremistas publicaram várias imagens do assassinato na internet. Vítima teve o coração apunhalado e levou um disparo na cabeça

O Estado de S. Paulo

09 Maio 2016 | 12h54

BEIRUTE - Um homem acusado de espionar para a coalizão internacional contra o grupo terrorista Estado Islâmico foi assassinado nesta segunda-feira, 9, na Síria pelos radicais com uma punhalada no coração e um disparo.

Os extremistas publicaram na internet várias fotografias do assassinato, cuja autenticidade não pode ser verificada, nas quais aparece um homem, vestido com um macacão laranja, apunhalado no coração por um membro do grupo jihadista mascarado diante de uma multidão em Al Tabqa, ao oeste da cidade de Raqqa, no nordeste sírio.

Em outra foto, a vítima, com a faca cravada no peito e ajoelhado, é atingido pelo jihadista por um disparo na cabeça.

Na última das fotografias, é possível ver o corpo do morto pendurado de um poste em uma rua de Al Tabqa, com um cartaz que o identifica por seu nome e o classifica de "apóstata", além de explicar que foi assassinado por trabalhar para "a coalizão cruzada".

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) confirmou as informações e destacou que é a primeira vez que os radicais usam esse método para assassinar suas vítimas.

O Estado Islâmico proclamou um califado no final de junho de 2014 na Síria e Iraque, onde tomou partes do norte e do centro de ambos os países.

A coalizão internacional, liderada pelos EUA, iniciou os bombardeios contra os extremistasI no território sírio em 23 de setembro deste ano. /EFE

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