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Jihadistas executam 10 homens acusados de cometer atos homossexuais

Em vídeo publicado na internet, vítimas aparecem ajoelhadas e cercadas por um grupo de homens armados e mascarados

O Estado de S. Paulo

22 Setembro 2015 | 09h49

BEIRUTE - Pelo menos dez homens, entre eles um menor, foram assassinados na Síria por extremistas depois de serem acusados de cometer atos homossexuais, segundo um vídeo publicado na internet nesta terça-feira, 22, e relatos de ativistas.

Na gravação, cuja autenticidade não foi comprovada, seis vítimas estão ajoelhadas e cercadas por um grupo de homens armados e mascarados na região de Al Rastan, no norte da província central de Homs, onde há vários grupos de tendência islâmica.

Um dos mascarados lê um comunicado que explica que os acusados foram condenados à morte pela "Corte Suprema de Homs" após "terem confessado" que cometeram atos de sodomia de forma repetida e seu vício em drogas. Em seguida, o vídeo mostra a execução dos seis homens por disparos de seus carrascos.

Segundo Abdel Rahman, as execuções foram feitas em público, mas os combatentes do EI destruíram todas as câmeras que poderiam ter filmado os assassinatos.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) acrescentou que um sétimo homem foi executado extrajudicialmente pelas mesmas acusações na área de Al Zafarana, no norte da mesma província.

O OSDH destacou que, no norte de Alepo, outros três suspeitos de serem homossexuais, entre eles um menor de idade, foram fuzilados depois de uma sentença da "Corte de Huraitan", estabelecida por grupos rebeldes da região, por "terem cometido atos de sodomia".

Não se sabe ainda a data de todos os assassinatos. Na Síria tornou-se habitual a execução de homossexuais por organizações extremistas, como o Estado Islâmico e a Frente al-Nusra, grupo ligado à Al-Qaeda.

O Estado Islâmico tem utilizado métodos brutais para impor seu poder às regiões que controla na Síria e no Iraque. Nesses territórios, a homossexualidade, a bruxaria e lealdade ao regime de Assad são atos punidos com pena de morte. /EFE e AFP

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