Jimmy Carter deve chegar nesta quarta a Pyongyang, diz jornal

Ex-presidente norte-americano tentará a libertação de um americano condenado por entrar ilegalmente na Coreia do Norte

Efe

25 de agosto de 2010 | 05h17

SEUL - O ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter deve chegar ainda nesta quarta-feira a Pyongyang para tentar a libertação de um americano condenado a oito anos por entrada ilegal na Coreia do Norte, informa o jornal sul-coreano Chosun Ilbo.

O americano Aijalin Mahli Gomes, de 30 anos, foi detido na Coreia do Norte em 25 de janeiro por entrar ilegalmente no país através da fronteira com a China, e em abril foi condenado a oito anos de trabalhos forçados por um tribunal do país comunista.

O Chosun Ilbo afirma, em sua edição digital, que Carter partiu nesta terça dos EUA em um avião privado, acompanhado de sua mulher e do diretor do Centro Carter, mas Seul e Washington não confirmaram oficialmente a notícia.

Segundo o jornal, Carter permanecerá por apenas uma noite em Pyongyang, onde se reunirá com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-il, antes de retornar a seu país com o cidadão americano em seu avião.

Em agosto do ano passado, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton viajou para Pyongyang e se reuniu com Kim Jong-il para conseguir a libertação de duas jornalistas americanos que tinham sido detidas na fronteira com a China e condenadas a 12 anos de trabalhos forçados.

Jimmy Carter visitou Pyongyang em 1994, depois que o governo norte-coreano ameaçou processar combustível nuclear e o governo Clinton pediu sanções à ONU.

O ex-presidente se reuniu com o então líder norte-coreano e pai do atual, Kim Il Sung, e conseguiu fazer com que ele se sentasse para negociar com os EUA em conversas de alto nível sem precedentes, que levaram a um acordo de desarmamento nuclear.

O Departamento de Estado dos EUA não quis comentar a possível viagem de Carter a Pyongyang, antecipado pela revista americana Foreign Policy, para "não prejudicar as possibilidades de o senhor Gomes voltar para casa", assinalou o porta-voz, Philip Crowley.

O Departamento de Estado enviou em segredo, entre 9 e 11 de agosto até o último dia 16, um funcionário consular, dois médicos e um tradutor à Coreia do Norte para visitar Gomes, mas a equipe fracassou em sua tentativa de conseguir a libertação.

Acredita-se que Gomes, um ex-professor de inglês de 30 anos, original de Boston, decidiu entrar na Coreia do Norte depois que outro americano, Robert Park, fez o mesmo e foi detido em dezembro, também por entrada ilegal, e libertado em fevereiro, após admitir que não tinha autorização para entrada.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.