Jerome Favre/EFE
Jerome Favre/EFE

Jimmy Lai, magnata da imprensa pró-democracia de Hong Kong, é libertado sob fiança

Magnata foi preso em sua casa na segunda-feira enquanto dezenas de policiais de Hong Kong invadiram as instalações do jornal 'Apple Daily' logo após sua prisão, segundo imagens transmitidas ao vivo por jornalistas

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2020 | 14h54

HONG KONG - O magnata dos meios de comunicação de Hong Kong, Jimmy Lai, foi libertado nesta terça-feira, 11, mais de 24 horas depois de ser preso sob a lei de segurança nacional imposta pela China, observou um repórter da agência France Presse.

Lai deixou uma delegacia de Hong Kong por volta da meia-noite local (13h no horário de Brasília), enquanto seus apoiadores saudavam sua libertação. 

O magnata foi preso em sua casa na segunda-feira. Ao mesmo tempo, dezenas de policiais de Hong Kong invadiram as instalações do jornal Apple Daily logo após sua prisão, segundo imagens transmitidas ao vivo por jornalistas. Os repórteres filmaram e transmitiram ao vivo em suas páginas do Facebook a aparição dos policiais na redação do jornal, localizado em um prédio em um distrito industrial nos arredores de Hong Kong.

Jimmy Lai, de 72 anos, possui duas publicações abertamente pró-democracia e críticas ao governo de Pequim, o jornal Apple Daily e a Next Magazine. Para muitos residentes de Hong Kong, ele é um herói, um executivo da imprensa combativo e o único magnata semi-autônomo que ousa criticar Pequim.

Na mídia oficial chinesa ele é denunciado como um "traidor", um inspirador das manifestações pró-democracia que ocorreram em Hong Kong e é apontado como o chefe de um grupo de personalidades acusadas de conspirar com nações estrangeiras para prejudicar a China./AFP

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