Joalheiro enriqueceu com morte de Somoza

Um joalheiro paraguaio enriqueceu com lingotes de ouro entregues a ele por Anastasio Somoza. Oex-ditador nicaragüense pediu ao ourives que fabricasse jóias para suas amantes, mas não pode retirar a mercadoria por ter sido assassinado por um comando guerrilheiro há 22 anos, em 17de setembro de 1980, informou nesta quarta-feira o jornal local Diario Popular.O jornal manteve em sigilo a identidade do ourives, mas informou que ele vive em Luque, cidade situada a 15 quilômetros de Assunção e famosa pela produção de artigos em ouro e prata eartesenato local.Segundo o Diario Popular, o joalheiro era de origem humilde, mas enriqueceu após a morte de Somoza e retirou-se da atividade.Citando como fontes ex-funcionários do joalheiro, o jornal relatou que ele recebeu pelo menos 10 lingotes de ouro de um quilo cada das mãos de Somoza quando este chegou ao Paraguai emjulho de 1979.De acordo com o relato, no dia de sua morte Somoza deveria retirar uma das valiosas jóias que encomendou, denominada "Colar do Nilo", mas faleceu horas antes do momento previsto para a entrega.Apenas o ex-ditador e seu motorista, César Gallardo, tinham conhecimento da encomenda. Como o chofer também morreu no atentado, ninguém reivindicou a jóia.As peças foram guardadas pelo joalheiro por um longo tempo, até que ele desistiu de esperar que alguém reivindicasse a encomenda e ficou com o tesouro.Ainda segundo o Diario Popular, o filho do ourives deu seqüência ao trabalho do pai e confecciona as melhores jóias de ouro fino de Luque.

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