Joalheiros dos EUA se unem em boicote a gemas de Mianmar

A Cartier se juntou à Tiffany noboicote a pedras preciosas de Mianmar, como rubis e safiras,por causa da sangrenta repressão da Junta Militar birmanesa aosrecentes protestos pró-democracia no país. A Cartier, de propriedade da empresa Richemont SA, disseter parado de comprar gemas extraídas de Minamar e exigiu queseus fornecedores certifiquem que não vendem pedras oriundas daantiga Birmânia. A Tiffany & Co parou de comprar rubis de Mianmar em 2003,quando o Congresso dos EUA aprovou uma lei que proíbe aimportação de produtos birmaneses --embora com uma exceção parapedras birmanesas que sejam cortadas e polidas em outrospaíses. A entidade Joalheiros da América, que representa 11 miljoalheiros norte-americanos, inclusive Cartier e Tiffany, pediuao Congresso que emende a lei de modo a incluir todas as pedraspreciosas extraídas em Mianmar. "Isso vai se tornar uma questão contenciosa demais, porquemuitos mercadores de gemas não consideram que seja um assuntoque vale a pena mexer. É uma vergonha", disse Brian Leber,joalheiro de Illinois que desde 2002 parou de comprar pedrasbirmanesas. A associação quer que seus membros busquem garantias dosfornecedores de que estes não estão conscientemente vendendopedras oriundas de Mianmar, ao menos até que o país inicie umprocesso de reformas democráticas. No mês passado, pelo menos dez pessoas foram mortas pordisparos de soldados contra manifestantes nas ruas de Yangon.Monges budistas foram os principais líderes dos protestos, quereuniram até 100 mil pessoas e foram os maiores em 20 anos nopaís. A repressão provocou indignação internacional. A entidade dos joalheiros disse ter tomado medidasimediatas para informar seus membros sobre a situação deMianmar e os aconselhou a buscar "fontes para suas pedraspreciosas que respeitem os direitos humanos".

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