João Paulo II condena atentado em Hebron

O papa João Paulo II condenou hoje o atentado ocorrido na cidade de Hebron, Cisjordânia, no qual morreram 12 israelenses e outros 14 ficaram feridos, classificando o ato perpetrado por militantes palestinos de "vil" ataque. "Tenho que expressar o meu apoio comovido à dor das famílias das vítimas de Hebron, na Terra Santa (que morreram), num vil atentado, quando acabavam de rezar, a alguns passos do túmulo daquele que reconhecemos como nosso pai comum na fé, o patriarca Abraão", declarou o pontífice após a oração do Angelus. "Rezo pelo repouso eterno dos que morreram e imploro ao Senhor que dê a todos a coragem necessária para encontrar a via da Justiça e da paz", disse o Papa. No atentado, ocorrido na noite de sexta-feira, 12 israelenses - nove militares e guardas fronteiriços e três colonos - foram mortos com armas automáticas e granadas em uma emboscada. Três dos autores do ataque, reivindicado pela Jihad Islâmica, foram mortos durante uma troca de tiros. Hoje, centenas de militares israelenses patrulhavam Hebron para proteger os residentes judeus, uma comunidade de cerca de 450 pessoas em meio a 130.000 palestinos. João Paulo II alertou também contra as "graves desigualdades" no mundo e convidou os povos dos países ricos a se mostrarem acolhedores em relação aos imigrantes, por ocasião do dia da imigração. "Os imigrantes, por seu lado, devem respeitar as leis do Estado que os acolhe e contribuir, assim, para a melhor integração", afirmou o pontífice, diante de centenas de milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro.

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