Jobim defende posição brasileira de diálogo com Irã

Após participar de cerimônia no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu a posição brasileira de diálogo com o Irã, que está sendo criticado pelos países do Ocidente por decidir enriquecer o urânio a 20%.

TÂNIA MONTEIRO, Agencia Estado

09 de fevereiro de 2010 | 17h19

O enriquecimento do urânio a 20% é necessário para fármacos e alimentos, declarou Jobim, sem condenar a decisão iraniana. O ministro lembrou que o Brasil, por exemplo, enriquece até a 5%, que é o necessário para produção de energia elétrica e para a usina nuclear de Angra dos Reis.

Esquivando-se de entrar em detalhes sobre a polêmica, o ministro Jobim declarou que isso é uma questão que tem de ser examinada pelo Presidente da República e o Ministro das Relações Exteriores.

Questionado se valia a pena comprar briga com o mundo, que quer a aplicação de sanções contra a decisão iraniana, para ficar ao lado deste país, o ministro Jobim respondeu: "eu não sei se seria a favor do Irã ou a favor de nós. Temos de examinar isso. O Brasil nunca é contra ninguém. Nossas teorias são sempre de sentar à mesa para conversar. O Brasil nunca tomou posição de radicalização. Nós no Brasil temos tradição de resolver as coisas com o diálogo. Vamos conversar e ver o que vai acontecer".

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