Jobim descarta envio de tropas a Honduras

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta manhã que a solução para o impasse em Honduras "é exclusivamente diplomática". Segundo ele, não existe a possibilidade de o Brasil enviar tropas das Forças Armadas para garantir a segurança da embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde está abrigado o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya.

ALBERTO KOMATSU, Agencia Estado

28 de setembro de 2009 | 11h23

De acordo com Jobim, não há nada que o Brasil possa fazer caso o governo interino de Honduras não reconheça a embaixada brasileira como ambiente diplomático. Ontem, o governo interino de Honduras afirmou que a Embaixada do Brasil poderá perder o status diplomático em 10 dias caso não defina a situação de Zelaya.

"Evidentemente que os hondurenhos terão a lucidez de determinar a saída dos brasileiros de lá. Não há nenhuma possibilidade de se pensar em movimentos armados", afirmou Jobim, que participou nesta manhã do Seminário "Innvations in Nuclear Technology for a sustainable future", que está sendo realizado em um hotel da zona oeste do Rio.

"Só se declarar guerra, o que é inviável", respondeu Jobim, ao ser questionado se o Brasil não poderia usar as Forças Armadas para proteger os brasileiros caso haja invasão da embaixada brasileira.

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