Jobim quer dobrar contingente de militares no Haiti

O Ministério da Defesa pretende dobrar o efetivo de militares brasileiros em missão no Haiti - de 1.300 para 2.600. Segundo nota divulgada hoje pelo ministério, o número consta da exposição de motivos em que o ministro Nelson Jobim solicita ao Congresso autorização para aumentar o contingente brasileiro da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah).

NERI VITOR EICH, Agencia Estado

20 de janeiro de 2010 | 19h59

A nota do ministério informa que a Organização das Nações Unidas (ONU) sugeriu que o Brasil incremente sua participação no Haiti, de forma imediata, com 900 militares - 750 de infantaria, incluindo 90 fuzileiros navais, e 150 integrantes da Polícia do Exército. Na avaliação do o ministro Jobim, o contingente adicional de 1.300 militares proposto ao Congresso permitirá ao Brasil, também, dispor de uma reserva de 400 que poderá igualmente ser enviada ao Haiti.

A exposição de motivos, depois de assinada também pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, será enviada à Casa Civil, para encaminhamento ao Congresso. Hoje, o presidente do Congresso, senador José Sarney, depois de conversar com Jobim, convocou para o próximo dia 28 o comitê representativo do Legislativo para que vote um projeto de decreto autorizando o envio do novo contingente ao Haiti.

Na exposição de motivos, Jobim afirma: "Consideramos que a elevação do contingente brasileiro deve ser significativa para que o Brasil possa reforçar sua atuação no terreno e manter participação decisiva no esforço de assistência ao Haiti." Segundo a nota da Defesa, a prioridade é enviar militares que já tenham servido no Haiti, para que a experiência deles possa ser aproveitada neste momento.

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