Erin Schaff/The New York Times
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Joe Biden nomeia veterana transgênero para equipe de transição

Shawn Skelly fez parte do governo Obama em 2013; presidente eleito já afirmou que irá reverter o banimento de Trump a pessoas trans no Exército no primeiro dia de governo

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2020 | 16h57

WASHINGTON - Mesmo enquanto o governo Trump bloqueia seu acesso ao governo, o presidente eleito Joe Biden avançou na terça-feira, 10, com um marco importante na transição de poder, nomeando equipes que começarão a reunir informações sobre as operações federais. Uma das participantes é a veterana trangênero Shawn Skelly, que fará parte da equipe de transição junto ao Departamento de Defesa.

Skelly foi comandante da Marinha americana por 20 anos e foi a primeira pessoa transgênero a ser indicada a um cargo do governo pelo presidente dos Estados Unidos, em 2013, no governo Obama, quando assumiu a função de assistente especial do subsecretário de Defesa. 

Atualmente, Skelly é vice-presidente do Out in National Security, um grupo apartidário de profissionais de segurança nacional que une ativismo e educação pela defesa dos direitos LGBT.

 

A indicação de Biden pode ser vista como um sinal do governo para reverter o banimento de transgêneros no Exército americano, medida imposta pelo presidente Trump em abril de 2019. Em julho de 2017, Trump anunciou que daria andamento à medida, afirmando que os militares "não podem ser sobrecarregados com os tremendos custos médicos e perturbações que um transgênero nas forças armadas acarretaria."

Em entrevista ao Dallas Voice, em fevereiro de 2020, Joe Biden afirmou que irá reverter a decisão de Trump logo no início da gestão.  "No meu primeiro dia de presidência, restaurarei defesas à população LGBT que o presidente retirou, incluindo a garantia para pessoas transgênero de servir abertamente ao exército."

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