Scott Olson/Getty Images/AFP
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Joe Biden vence primárias na Carolina do Sul e intensifica disputa com Sanders

Ex-vice-presidente dos EUA confirmou favoritismo no Estado, segundo projeções divulgadas na noite de sábado

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de fevereiro de 2020 | 22h28
Atualizado 23 de julho de 2020 | 14h38

COLUMBIA - O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Joe Biden obteve uma vitória convincente nas primárias da Carolina do Sul na noite deste sábado, 29, intensificando a disputa com o senador Bernie Sanders, que até agora vinha sendo um dos protagonistas da campanha do Partido Democrata. O maior apoio de Biden em sua primeira vitória veio de eleitores negros e daqueles com mais de 65 anos, segundo informações divulgadas nesta noite pela imprensa americana. 

A vitória ocorre em um momento crucial na candidatura de Biden, já que ele se recupera de performances consideradas abaixo do esperado nas três primeiras disputas. A campanha agora tem foco total na 'Superterça' da próxima semana, quando eleitores de 14 Estados vão conceder um terço do número total dos delegados.  

"Há alguns dias, a imprensa e os especialistas declararam nossa campanha morta. Mas depois de hoje à noite, está claro que estamos muito vivos - e precisamos da sua ajuda para manter o ritmo", escreveu Biden em seu Twitter após o resultado.

Sanders, 78, que se apresenta como um "socialista democrático", lidera a corrida democrata, mas sua ascensão preocupa a ala centrista do partido, que teme que ele seja muito de esquerda para conquistar o apoio necessário para vencer o presidente Donald Trump.

Biden espera que a vitória na Carolina do Sul seja suficiente para estabelecê-lo como alternativa a Sanders à medida que a corrida avança para uma nova fase. No caminho de Biden está também o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, um dos homens mais ricos do país e que gastou mais de meio bilhão de dólares cortejando eleitores em dezenas de Estados que ainda vão votar.

A primária da Carolina do Sul foi o primeiro grande teste do apelo de Joe Biden entre eleitores negros, importante núcleo de apoio dos democratas. E eles deram uma boa vitória ao candidato de 77 anos, que agora terá de provar que possui recursos financeiros e organizacionais para expandir sua campanha. 

Ele também precisará confiar em seu relacionamento de décadas no partido para criar um senso de inevitabilidade em torno de sua candidatura, algo que ainda não está enraizado. 

"Se Biden vencer por uma grande margem, isso se traduzirá em um grande dia para ele na terça-feira'', disse o ex-conselheiro sênior de Barack Obama, David Axelrod. "E se ele vencer Bloomberg de forma significativa, Bloomberg terá de considerar o que está fazendo aqui".  / AP e AFP 

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