''Joe, o encanador'' dá apoio a McCain

Personagem de eleição diz que teme por país liderado por Obama

AP, AFP, Efe e Reuters, Washington, O Estadao de S.Paulo

29 de outubro de 2008 | 00h00

O encanador Samuel Wurzelbacher - mais conhecido como "Joe, o encanador" - anunciou ontem seu apoio ao republicano John McCain e criticou duramente o democrata Barack Obama. Segundo Wurzelbacher, Obama pode tornar os EUA uma "nação socialista". "Temo sinceramente pela América", disse o encanador. "Espero que o país continue uma democracia e não uma sociedade socialista. Se você prestar atenção, ?espalhar a riqueza? parece ter saído da boca de Karl Marx."Wurzelbacher ganhou fama nacional depois que seu caminho cruzou com o de Obama no quarteirão de sua casa, na cidade de Toledo, em Ohio. Durante uma caminhada de campanha do candidato, ele perguntou a Obama como sua proposta de cobrança de impostos o ajudaria a comprar a microempresa em que trabalhou nos últimos anos.O nome do encanador foi citado diversas vezes no último debate presidencial, no dia 15, quando ambos candidatos decidiram falar diretamente a "Joe", como forma de explicar didaticamente suas propostas fiscais. Na semana passada, McCain lançou um tour intitulado "Joe, o encanador" para atrair o voto da classe operária e de eleitores que são contra o aumento de impostos.O anúncio de Wurzelbacher ocorreu no mesmo dia do início do tour, em Ohio. O encanador ainda afirmou que Obama colocaria um fim à democracia que os EUA defenderam militarmente e concordou com um partidário de McCain segundo o qual votar no democrata seria um "voto para a morte de Israel". A equipe de campanha de Obama afirmou que o encanador está "mal orientado". "Fatos são fatos: Barack Obama é o candidato que está defendendo a classe média", disse o porta-voz Isaac Baker. "Ele (Obama) tem um plano para mudar nossa economia e dar ao encanador Joe e a 95% das famílias trabalhadoras um corte de impostos."OFENSIVA NA PENSILVÂNIAMcCain e sua companheira de chapa, Sarah Palin, participaram ontem de um comício na cidade de Hershey, leste da Pensilvânia. Foi a primeira aparição dos dois juntos desde que surgiram rumores de um possível conflito entre assessores de McCain e a equipe da governadora do Alasca.Os dois criticaram os planos econômicos de Obama e voltaram a insinuar que o governo do democrata seria socialista. "O senador Obama quer disseminar a riqueza e eu quero criar riqueza", afirmou McCain. "Obama quer castigar os bem-sucedidos e eu quero que todos sejam bem-sucedidos." O republicano aposta que pode ganhar na Pensilvânia - que vota nos democratas desde 1992 - ao atrair os eleitores da classe operária que apoiaram a senadora Hillary Clinton nas primárias do começo do ano. McCain visitaria ontem a Carolina do Norte e a Flórida, Estado considerado fundamental para a eleição do dia 4.Ainda ontem, o presidente George W. Bush, reforçou a campanha de McCain ao pedir "apoio total" ao candidato durante visita que fez à sede nacional do Partido Republicano, em Washington.

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