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Jogadores da 'La Roja' se juntam aos protestos no Chile

Alguns dos principais nomes da Seleção do Chile se pronunciaram sobre as manifestações no país; eleitor de Piñera, Valdívia ficou em silêncio

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2019 | 07h00

SANTIAGO - Não bastasse ter de aturar opositores nas ruas, o presidente Sebastián Piñera tem outro adversário indigesto pela frente: a seleção do Chile. O goleiro Claudio Bravo, o meia Arturo Vidal e o capitão Gary Medel estão entre os vários jogadores que deram apoio aos manifestantes e criticaram o presidente. 

“Eles venderam nossa água, eletricidade, gás, educação, saúde, aposentadoria, remédios, estradas, florestas, geleiras e transportes. Enfim, algo mais? Não queremos um Chile para poucos. Queremos um Chile para todos”, disse Bravo, que joga no Manchester City.

“Espero que as autoridades ouçam as pessoas e parem de brincar com elas”, afirmou Medel. O atacante Pinilla era um dos mais irritados. “Isto (a crise) era previsível”, escreveu o jogador no Twitter. Alexis Sánchez, da Inter de Milão, pediu diálogo ao presidente. “Peço que busquem acordos e soluções”, escreveu o atacante no Instagram.

Esteban Paredes, do Colo-Colo, também criticou o presidente. “É hora de o governo fazer alguma coisa pelos direitos humanos e por nossa sociedade. Basta”, afirmou o atacante, que já marcou 12 gols pela seleção.

Quem não disse nada foi o meia Jorge Valdívia, ex-jogador do Palmeiras e hoje no Colo-Colo. Ele é eleitor de Piñera e fez campanha para o empresário em 2017. O silêncio de quem não se pronunciou foi criticado por Jean Beausejour. “Meus companheiros deveriam se definir e tomar partido”, afirmou o lateral da seleção em entrevista à rádio ADN. / AP e REUTERS 

 

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