Jogos 'satânicos' de Sochi, o alvo dos separatistas russos

ANÁLISE: Sergei Karpov / REUTERS

O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2013 | 02h07

Em um vídeo postado na internet em julho, um dos principais líderes insurgentes da região da Chechênia, Doku Umarov, exortou militantes islâmicos a usar "o máximo de força" para impedir que o presidente Vladimir Putin realize os Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, marcados para o dia 7 de fevereiro. Na gravação, Umarov chama a competição esportiva de "evento satânico".

O alvo do atentado de ontem não foi escolhido por acaso: com cerca de um milhão de habitantes, Volgogrado - antiga Stalingrado - é um ponto nevrálgico na malha de transportes da Rússia e fica a 690 km a noroeste de Sochi. "Devemos esperar mais ataques desse tipo", afirma Alexei Filatov, que foi um dos chefes da principal unidade antiterrorismo de Moscou, a Alfa. "A ameaça chegou ao seu ponto máximo agora, pois é quando os terroristas podem causar a maior repercussão."

Como a segurança em Sochi foi amplamente reforçada nos últimos meses, diz Filatov, grupos insurgentes devem atacar em outros locais, como Volgogrado. A cidade será uma das sedes da Copa de 2018, outro megaevento que Putin está usando para mostrar o poder e prestígio da "nova Rússia".

A insurgência islâmica na Rússia ganhou impulsou em duas guerras na Chechênia, após o período soviético. A segunda delas foi travada enquanto Putin ocupava a cadeira de premiê e acabou por derrubar do poder os separatistas.

É CORRESPONDENTE DA 'REUTERS'

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