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John Bolton convencerá Donald Trump a atacar o Irã?

Conselheiro de Segurança Nacional do presidente americano foi um dos 'falcões' que levaram os Estados Unidos à Guerra do Iraque, em 2003, ao desprezar evidências de que Saddam Hussein não tinha armas químicas

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2019 | 05h00

John Bolton foi um dos “falcões” que levaram os Estados Unidos à Guerra do Iraque, em 2003, ao desprezar evidências de que Saddam Hussein não tinha armas químicas. Hoje conselheiro de Segurança Nacional do presidente Donald Trump, adota estratégia semelhante com o Irã.

Bolton sempre acreditou na opção militar como melhor resposta aos programas nucleares de Irã e Coreia do Norte. Crítico da mão estendida por Barack Obama aos aiatolás, encontrou em Trump ouvidos simpáticos. A saída americana do acordo nuclear, há um ano, decorreu do alinhamento improvável entre o intervencionismo de Bolton e o isolacionismo de Trump.

Ao anunciar que poderá descumprir o acordo, o Irã deu a Bolton um pretexto para escalar o confronto. Com a economia sufocada pelas sanções americanas, a popularidade das negociações caiu entre os iranianos. Difícil imaginar o aiatolá Ali Khamenei voltando a conversar, como o norte-coreano Kim Jong-un. Mais difícil ainda é ver Trump embarcando nos planos bélicos de Bolton.

Relação entre corrupção e tamanho do Estado

Para desespero dos ideólogos liberais, o tamanho do Estado não tem relação empírica com o grau de corrupção na economia, revela uma análise dos economistas Lorenzo Pellegrini e Luca Tasciotti. Eles compararam a proporção dos gastos públicos no PIB de 202 países, entre 1990 e 2016, aos índices de corrupção estimados pelo Banco Mundial. Não encontraram relação estatística significativa.

Iluminação reduz crime à noite, afirma estudo

A criminalidade noturna caiu pelo menos 36% nas áreas de Nova York submetidas a iluminação temporária, entre março e agosto de 2016, constata um novo estudo de economistas das universidades de Chicago, da Pensilvânia e do Oregon. “Comunidades que receberam mais luz experimentaram reduções significativas no crime”, dizem os autores.

Poloneses visitam câmara de gás falsa em Varsóvia

Um campo de concentração em Varsóvia é foco de mais uma tentativa nacionalista de reescrever a história da Polônia na 2.ª Guerra. Uma teoria conspiratória dos anos 70 sustenta que 200 mil não judeus foram mortos pelos nazistas num túnel, usado como câmara de gás. Em 2007, o Instituto Nacional da Lembrança desmentia a fantasia com base em evidências e afirmava que 20 mil morreram no campo, a maioria judeus. O atual governo adotou uma posição ambígua que incentiva a narrativa falsa. Há placas comemorativas e até visitas guiadas ao local. “O pior de entrar naquele túnel não é que tantos acreditassem que compatriotas tivessem sido intoxicados lá”, escreve Christian Davies, na London Review of Books. “É que quisessem desesperadamente que fosse verdade.”

Belga desvenda enigma da cápsula do tempo

O Massachusetts Institute of Technology (MIT) abrirá na quarta-feira uma cápsula do tempo lacrada em 1999 com objetos da história do computador. Em 15 de abril, o belga Bernard Fabrot desvendou o quebra-cabeças do criptógrafo Ron Rivest que funciona como chave para abri-la. Por exigir 80 trilhões de operações matemáticas, esperava-se que não fosse resolvido antes de 2035. Sozinho, na surdina, Fabrot derrotou um grupo de acadêmicos que projetou um chip específico para o cálculo.

Jogador profissional quer recorde da cultura inútil

A estratégia cultivada em Las Vegas já rendeu a John Holzhauer US$ 1,7 milhão em 22 vitórias consecutivas no Jeopardy, popular programa de conhecimentos gerais da TV americana. Holzhauer, segundo maior vencedor na história, quer bater o recorde de Ken Jennings, em 2004: US$ 2,5 milhões (em 74 vitórias). Prefere correr riscos no início, acumulando cacife alto para apostar no final. Tal estilo fez dele o recordista em ganhos por programa e despertou a ira dos fãs, para quem o Jeopardy é um jogo de cultura inútil, não o pano verde de um cassino.

 

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