Reprodução/Christie's
Reprodução/Christie's

Joias da realeza indiana são leiloadas pelo valor de US$ 109,2 milhões

Coleção de 400 peças inclui espadas, objetos decorativos, colares e diamantes; compra mais alta atingiu valor de US$ 3 milhões

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2019 | 16h36

NOVA YORK - Aproximadamente 400 joias pertencentes à realeza indiana foram leiloadas na quarta-feira, 19, pelo valor recorde de US$ 109,2 milhões (R$ 418 milhões) na casa de leilões Christie's, em Nova York, embora a quantia não tenha superado a arrecadada pelas peças da atriz Elizabeth Taylor em 2011, quando chegaram a um valor de US$ 116 milhões (R$ 445 milhões).

As peças, que mostram o "Esplendor dos Marajás e o Império Mogol", oscilaram entre US$ 5.625 (R$ 21 mil) e US$ 3 milhões (R$ 11,5 milhões), segundo uma lista dos lotes leiloados divulgada pela Christie's.

Um dos preços mais altos foi atingido por um colar imperial antigo de pérolas e esmeraldas, estimado inicialmente entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões e cujo valor de venda atingiu mais de US$ 3 milhões.

Outro dos objetos melhores cotados foi um dossel bordado em pérolas, produzido em meados do século XIX para o marajá de Baroda, Khande Rao Gaekwar, que foi vendido em US$ 2,2 milhões.

Uma espada cerimonial dos soberanos de Haiderabad, com diamantes e esmeraldas, também foi destaque durante o leilão, ao ser adquirida por US$ 1,9 milhão, superando as previsões iniciais.

Entre as joias leiloadas, datadas ao longo de cinco séculos e que testemunharam a história da Índia, havia diamantes procedentes do sultanato de Golconda e caraterizados pela impecável qualidade, como o "Arcot II", de 17 quilates e sem nenhum defeito interno, que o nawab (regente) Muhammad Ali Wallajah deu de presente para a rainha Charlotte da Grã-Bretanha.

O leilão incluiu objetos como um conjunto de baixelas e um prato completamente coberto de diamantes, um jogo de xadrez de ouro e um cachimbo decorado com pedras.

A família Al Thani, proprietária de uma impressionante coleção que abrange 6 mil obras, destinará parte dos fundos arrecadados no leilão à exposição de suas peças em um novo museu que abrirá em Paris no ano que vem. / EFE

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