Jordânia apresenta projeto de resolução entre israelenses e palestinos à ONU

A Jordânia apresentou um projeto de resolução ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) em nome dos palestinos que pede o fim da ocupação do território palestino por Israel. O documento também pede uma solução abrangente para o conflito, incluindo o reconhecimento do Estado palestino dentro de um ano.

Estadão Conteúdo

18 de dezembro de 2014 | 18h49

Diplomatas alertaram que a proposta está sendo discutida pelo menos há semanas. De acordo com a resolução, as negociações seriam baseados nas fronteiras estabelecidas em 1967 com "trocas de terras limitadas" e uma presença de segurança de terceiros - que podem ser soldados da ONU - a fim de "garantir e respeitar" a soberania de um Estado palestino. Israel tem insistido que qualquer acordo deve incluir a implantação de suas próprias tropas na fronteira da Cisjordânia com a Jordânia.

A resolução apela para "uma solução pacífica, justa, duradoura e global que traz o fim da ocupação israelense desde 1967". Ela estabeleceria "dois Estados independentes, democráticos e prósperos", Israel e "o Estado soberano e viável da Palestina", para que viam em paz dentro de "fronteiras reconhecidos internacionalmente".

A retirada das forças de segurança israelenses da Cisjordânia terá de ser concluída até o fim de 2017, de acordo com o projeto. O documento sugere que Jerusalém seja uma "capital compartilhada" e pede outros acordos, inclusive sobre os recursos hídricos. Ele também diz que é essencial resolver a questão dos refugiados palestinos com base em uma resolução da Assembleia Geral de 1948, de acordo com a qual eles devem ser autorizados a voltar para suas casas.

Um diplomata afirmou que há "muito trabalho" a ser feito no âmbito do Conselho de Segurança para negociar um projeto final que traria "consenso", ou seja, sem veto dos Estados Unidos.

Israel reagiu fortemente à proposta, classificando-a como "artifício", em um comunicado divulgado pelo Ministério de Relações Exteriores. "O presidente (palestino) Mahmoud Abbas está adotando medidas cujo único objetivo é atacar Israel, sem nenhum benefício para os palestinos. Pelo contrário, eles podem exacerbar ainda mais o conflito e piorar a situação e não vai adiantar qualquer solução, porque sem o acordo de Israel, nada mudará", diz a declaração. Fonte: Associated Press.

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