Jordânia assume Conselho de Segurança da ONU enquanto conflitos continuam

A Jordânia assumirá a Presidência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas na quarta-feira, o primeiro dia do mandato de dois anos no grupo de 15 nações que tenta lidar com conflitos na Síria, no Sudão do Sul, na República Centro-Africana, no Mali e em outros lugares.

Reuters

31 de dezembro de 2013 | 19h04

A Jordânia vai se juntar a Chade, Chile, Lituânia e Nigéria no conselho até 31 de dezembro de 2015. A Assembleia-Geral da ONU elegeu Amã no começo de dezembro para substituir a Arábia Saudita, que rejeitou o posto em protesto ao fracasso do órgão em acabar com a guerra na Síria e agir no conflito entre israelenses e palestinos, além de outros problemas do Oriente Médio.

Apesar de a Jordânia ter sido escolhida de última hora para o lugar do reino saudita, o embaixador de Amã na ONU, príncipe Zeid Ra'ad Zeid al-Hussein, é conhecido na organização internacional por não conter palavras quando o assunto é direitos humanos.

Em abril, Zeid ajudou a organizar um boicote à uma reunião da Assembleia-Geral sobre justiça internacional organizado por Vuk Jeremic, um político sérvio que dirigiu a Assembleia-Geral da ONU. Os Estados Unidos consideraram a atitude "inflamatória".

Vários membros do Conselho de Segurança da ONU disseram que Zeid pode se tornar um membro influente do grupo mais poderoso da organização, apesar de a Jordânia, como outros membros temporários, não ter poder de veto, benefício das cinco nações permanentes do conselho, como Reino Unido, China, França, Rússia e Estados Unidos.

(Reportagem de Louis Charbonneau)

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