Khalil Mazraawi/AFP
Khalil Mazraawi/AFP

Jordânia proíbe circulação de jornais porque 'contribuem com disseminação' do coronavírus

Medidas para combater pandemia entrarão em vigor na quarta-feira, 17

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2020 | 17h10

O governo da Jordânia ordenou nesta terça-feira, 17, uma série de medidas para impedir a disseminação do coronavírus no país, que incluem a permanência da população em casa e a proibição da circulação de jornais.

O vice-ministro executivo de Comunicação da Jordânia, Amjad Adaileh, disse em entrevista coletiva que as medidas entrarão em vigor na quarta-feira, 17, quando instituições e órgãos públicos também fecharão, exceto aqueles que são "vitais".

   

Todos os funcionários do setor público e privado devem permanecer em casa e não sair, "exceto em casos de necessidade urgente", explicou Adaileh. As unidades do Exército também serão implantadas na entrada e saída das cidades para impedir a circulação de pessoas.

O governo jordaniano também proibiu a impressão de jornais, considerando que eles "contribuem para a transmissão da pandemia".

Adaileh afirmou que o Executivo não descarta a aplicação da lei marcial, o que permitiria às autoridades adotar medidas adicionais, incluindo a suspensão das leis comuns.

A Jordânia já havia tomado outras medidas diante da pandemia de coronavírus e nesta semana fechou todas as escolas, institutos e universidades por quinze dias e proibiu orações em igrejas e mesquitas. Além disso, suspendeu há três dias todos os voos de e para o país. Até o momento, a Jordânia registrou 35 casos de COVID-19, de acordo com Adaileh. /EFE

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