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Jordaniano foi morto queimado pelo princípio do 'olho por olho', diz EI

Grupo jihadista afirmou que bombardeios realizados pelo piloto, que fazia parte da coalizão internacional, também resultaram em fogo

O Estado de S. Paulo

04 de fevereiro de 2015 | 11h23

BEIRUTE - O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) publicou nesta quarta-feira, 4, um comunicado na internet explicando que aplicou o princípio do "olho por olho, dente por dente" ao queimar vivo o piloto jordaniano Moaz Al-Kasasbeh, justificando que os bombardeios efetuados de seu avião durante a ofensiva da coalizão internacional provocavam fogo.

A nota, datada de 20 de janeiro, embora divulgada nesta quarta no Twitter por supostos partidários dos extremistas, é assinada pelo Escritório de Investigação e Fatwa (decisão jurídica baseada na lei islâmica) do EI.

No comunicado, os jihadistas afirmaram que queimar uma pessoa é justificado pelo islã em caso de "mumazala", ou seja, punição por uma atitude semelhante. Kasasbeh era piloto da coalizão internacional que bombardeia posições do EI na Síria e no Iraque.


O EI justificou o crime fazendo sua própria interpretação de vários "hadices" (sentenças do profeta Maomé).

Na terça, o EI publicou um vídeo mostrando a execução de Kasasbeh, capturado pelos extremistas em 24 de dezembro após seu avião cair na província síria de Raqqah, reduto dos radicais.

Geralmente, os extremistas costumam decapitar seus reféns e justificam este tipo de execução com algumas "suras" (capítulos) do Corão e com ditos do profeta. /EFE

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