Jordaniano oferece US$ 1,4 milhão para quem matar rabino

Um importante rabino de Israel pediu ao Exército de seu país que aniquile os árabes "com alegria" e foguetes. A declaração causou revolta no mundo árabe e custou algumas ameaças de morte. Em um anúncio de jornal, um empresário jordaniano ofereceu US$ 1,4 milhão a quem matar o rabino Ovadia Yosef, líder espiritual do partido ultra-ortodoxo Shas, por suas declarações durante um sermão na semana passada. O líder do Shas, Eli Ishai, ministro de Interior do premier Ariel Sharon, disse hoje que conversou com o chefe do serviço de segurança Shin Bet, Avi Dichter, sobre a ameaça jordaniana. A segurança em torno de Yosef será reforçada, disse Ishai. O ministro egípcio das Relações Exteriores, Amr Moussa, classificou as declarações do rabino como "racistas" e "um convite a assassinatos em massa". Os palestinos também condenaram Yosef, dizendo que ele estava incitando a agressão israelense. As declarações de Yosef foram feitas num momento no qual prossegue a escalada no conflito palestino-israelense. Ele disse a estudantes religiosos durante um sermão que os árabes deveriam ser "atingidos alegremente pelos foguetes". "É proibido ser piedoso com eles. Vocês devem lançar foguetes para aniquilá-los. Eles são maus e detestáveis." Assessores do rabino tentaram amenizar as declarações, alegando que ele se referia apenas aos árabes envolvidos nos ataques contra israelenses. O esclarecimento não satisfez nem mesmo a Liga Antidifamação, um grupo judaico com sede em Nova York que normalmente trata questões relacionadas ao anti-semitismo. Por meio de um comunicado, Wayne Firestone, diretor da filial do grupo em Israel, acusou Yosef de "perpetuar estereótipos e imagens de ódio". Segundo a televisão israelense, Yosef planejava fazer um pedido público de desculpas, dizendo que ele não se referia a todos os árabes, mas "aos terroristas árabes que assassinam indiscriminadamente, mulheres, crianças e homens judeus".

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