Jordanianos protestam em Amã e exigem reformas políticas

Após orações, milhares se reúnem para pedir a dissolução da Câmara baixa do Parlamento

Efe

25 de fevereiro de 2011 | 11h09

Jordanianos querem restauração da Constituição de 1952. Foto: Majed Jaber/Reuters

 

 

AMÃ - Milhares de jordanianos saíram novamente às ruas de Amã e outras cidades do país depois da oração desta sexta-feira, 25, para exigir reformas políticas, entre elas a dissolução da Câmara baixa do Parlamento.

 

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A principal manifestação ocorreu na capital e saiu da Grande Mesquita de Hussein, onde se reuniram líderes opositores, sindicalistas e ativistas independentes.

 

Os participantes da manifestação cantaram palavras de ordem para exigir reformas políticas, o fechamento da embaixada israelense em Amã e a restauração da Constituição de 1952, que previa a formação de governos representativos.

 

Os manifestantes também traziam cartazes em apoio às revoltas contra o regime de Muamar Kadafi na Líbia, onde já morreram inúmeras pessoas na brutal repressão das autoridades.

 

Enquanto cerca de 7 mil pessoas protestavam contra o atual Governo jordaniano, algumas dezenas promoviam uma marcha em apoio ao regime, segundo testemunhas.

 

Centenas de policiais foram enviados ao centro de Amã para garantir a proteção dos manifestantes, a fim de evitar ataques como os ocorridos na sexta-feira passada, quando pelo menos seis ativistas pró-democracia ficaram feridos.

 

Os protestos na Jordânia começaram há seis semanas, no calor das revoluções do Egito e da Tunísia, e as exigências da população se centram principalmente em reformas como a modificação da Lei Eleitoral, muito criticada pela oposição.

 

Diante da pressão das ruas, o rei Abdullah II formou um novo governo, ao qual pediu que promova reformas políticas reais e rápidas, e que dialogue com todos as forças políticas.

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