Jordanianos rejeitam proposta de reforma da Constituição

O rei da Jordânia, Abdullah II, aprovou as propostas de emenda constitucional neste domingo, mas críticos consideraram as mudanças insuficientes. O documento de 15 páginas distribuído pelo palácio real contém 42 mudanças na Constituição de quase 60 anos, mas permite que o rei Abdullah mantenha o poder absoluto.

AE, Agência Estado

14 de agosto de 2011 | 17h55

Manifestantes tomaram as ruas da Jordânia durante sete meses para pressionar o governo a aumentar o poder do Parlamento. Os jordanianos também pediram a redução nos preços dos alimentos, aumento das liberdades políticas, final da corrupção no governo e eleição para primeiro-ministro.

A proposta de mudança na Constituição não contém a nomeação do primeiro-ministro, que continua à cargo do rei. Entretanto, uma autoridade do governo, que pediu para não ser identificada por não estar autorizada a falar sobre as deliberações, afirmou que um documento separado propõe a discussão da nomeação do primeiro-ministro em uma data ainda não especificada.

Após receber o documento, o rei Abdullah disse que as bases da reforma da Constituição tiveram "ampla participação pública", mas as reformas não agradaram os ativistas que afirmam que suas reivindicações não foram atendidas. Fora do palácio cerca de 200 manifestantes protestaram contra a proposta. As informações são da Associated Press.

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