Jornais criticam coerção à mídia na Venezuela

Entidades sul-americanas que defendem a liberdade de expressão lançaram na sexta-feira um alerta: "A liberdade de imprensa está se extinguindo na Venezuela". Um documento assinado pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), do Brasil, e entidades de Argentina, Colômbia, Chile, Equador e Peru qualifica as ações nos últimos dias contra a rede colombiana NTN24 como "um dos últimos embates do governo venezuelano" para silenciar vozes independentes.

O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2014 | 02h06

"O fechamento crescente de jornais pelo acesso obstaculizado ao papel completa um panorama dramático para a liberdade de expressão. As publicações que até agora conseguiram seguir circulando, depois de drásticas amputações de seções e suplementos, têm papel para poucas semanas. A imprensa livre corre sério risco de desaparecer", afirmam as entidades jornalísticas sul-americanas.

O grupo ainda faz um apelo para que o governo de Nicolás Maduro coloque fim aos atos de violência e à polarização política que tomam conta da Venezuela. "Todos os aspectos evidenciam uma política de Estado dirigida a silenciar todo movimento opositor e em particular os veículos de imprensa independentes."

Além da brasileira ANJ, assinam a carta a Associação de Entidades Jornalísticas Argentinas (Adepa), a Associação de Diários Colombianos (Andiarios), a Associação Nacional de Imprensa (ANP, do Chile), a Associação Equatoriana de Editores de Jornais (Aedep) e o Conselho de Imprensa Peruana (CPP).

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