Jornais venezuelanos apóiam greve contra Chávez

Jornais venezuelanos e bancos privados expressaram, nesta quinta-feira, seu apoio à greve convocada pela cúpula empresarial do país para 10 de dezembro próximo, em protesto contra um pacote de medidas promulgadas pelo presidente Hugo Chávez. O jornal El Nacional, um dos mais importantes da Venezuela, dedicou seu editorial desta quinta ao protesto, sob o título "Uma greve necessária", no qual argumenta que a greve dará uma "clara resposta às exigências da sociedade civil". O editorial diz que o governo pretende impor "uma discriminação brutalmente sectária entre os venezuelanos", ao mesmo tempo em que lança "ataques frontais" contra os que manifestam opiniões contrárias às suas. O El Nacional considera a greve "um sinal positivo", enquanto se soma aos que começam a apregoar a "insanidade mental" do mandatário. "Só resta saber", questionou o periódico em outro de seus duros editoriais contra o presidente, "se este senhor (Chávez) está realmente no controle de suas faculdades mentais". O vespertino Tal Cual - dirigido por Teodoro Petkoff, um ex-guerrilheiro e ex-ministro de Planejamento no governo do democrata-cristão Rafael Caldera (1994-1999) -, também expressou ontem seu apoio à greve, argumentando que Chávez insiste em mostrar-se prepotente diante de importantes setores sociais que exigem que ele "retifique os rumos do país". Da mesma forma, Ignacio Salvatierra, presidente da Associação de Bancos da Venezuela, admitiu que os bancos privados estão apoiando a greve. No entanto, Salvatierra explicou que, antes de a greve ser marcada para 10 de dezembro, este dia já havia sido declarado como de recesso no calendário bancário.

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