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Jornal alemão afirma que EUA também grampearam telefone de ex-premiê

Motivo teria sido resistência de Schröder em participar da Segunda Guerra do Golfo

O Estado de S. Paulo,

05 de fevereiro de 2014 | 11h29

Os serviços secretos dos Estados Unidos também grampearam o telefone celular do ex-chanceler alemão Gerhard Schröder, revelou na terça-feira uma investigação conjunta do jornal Süddeutsche Zeitung e a televisão regional pública "NDR".

O chefe do governo alemão entre 1998 e 2005 se tornou alvo da Agência de Segurança Nacional (NSA) por causa de sua recusa a que a Alemanha participasse da segunda Guerra do Iraque.

"Tínhamos razões para crer que (Schröder) não contribuiu ao triunfo da aliança" de países que invadiram o Iraque, explicou uma fonte.

Por sua parte, o Executivo alemão tem certeza que o ex-chanceler, da mesma forma que a atual chefe do governo, Angela Merkel, foram grampeados pelos serviços de inteligência dos EUA.

No ano passado foi revelado, graças às revelações do ex-técnico da NSA, Edward Snowden, que os serviços secretos americanos interceptaram durante anos as ligações de um dos telefones celulares de Merkel.

Recentemente, em uma entrevista a uma televisão alemã, o presidente dos EUA, Barack Obama, assegurou que Merkel não teria que preocupar-se mais com escutas, reconhecendo implicitamente que elas existiram por um período indeterminado.

"Nunca me ocorreu que poderia ter sido espionado pelos serviços secretos americanos, mas agora isso já não me surpreende", declarou Schröder ao ser interrogado a respeito pelo Süddeutsche Zeitung. / EFE

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