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Jornal chinês adverte sobre risco de guerra na Península da Coreia

Publicação oficial 'Global Times' apoia imposição de sanções contra a Coreia do Norte e destruição de seu arsenal nuclear e diz que intenções dos EUA de 'controlar' região resultou na crise atual

O Estado de S. Paulo

17 de fevereiro de 2016 | 12h31

PEQUIM - O jornal oficial chinês "Global Times" advertiu nesta quarta-feira, 17, sobre o risco de uma possível guerra na Península da Coreia, em um editorial no qual apoia a imposição de sanções contra a Coreia do Norte e pede a destruição de seu arsenal nuclear "apesar de sua oposição".

O editorial também aconselha que a China instale mais "mísseis avançados" no nordeste da Ásia a fim de manter seu poder de dissuasão nuclear se a Coreia do Sul insistir em instalar o sistema antimísseis THAAD americano em seu território como defesa perante a Coreia do Norte.

Segundo o jornal, esta medida da China tomaria como referência a Rússia e sua resposta ao desdobramento da defesa antimísseis americano na Europa Oriental.

O "Global Times" - jornal oficial focado em temas militares - aconselha que a China se prepare para "o pior cenário" na península coreana e, caso isso aconteça, advertiu que a China não teria "obrigações morais" neste conflito, já que os outros atores envolvidos "não seguiram seus conselhos".

O editorial também diz que a China deve "apoiar firmemente" sanções "mais estritas" contra a Coreia do Norte - aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU -, além de contribuir na "destruição" da "capacidade de desenvolvimento nuclear" de Pyongyang, mesmo se o regime de Kim Jong-um se opuser a isso.

O "Global Times" também advertiu que "se uma guerra ocorrer", os cidadãos chineses não vão querer que o conflito, a "proliferação nuclear" e os refugiados atravessassem o rio Yalu, na fronteira entre China e Coreia do Norte.

Além disso, a publicação diz que a China deve tomar "as maiores precauções" contra o sistema antimísseis THAAD, já que seu desdobramento "tem como alvo" a potência asiática, por isso propõe um aumento da despesa em defesa e nos sistemas de mísseis avançados para manter sua capacidade de "dissuasão" nuclear.

Neste sentido, afirma que o fracasso em resolver a crise nuclear coreana "é resultado" das intenções dos Estados Unidos de "controlar" o nordeste da Ásia e de "se intrometer" na ascensão da China. / EFE

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