Jornal de Israel diz que morte de coronel foi "maldição cósmica"

As coincidências que acompanharam o fim da vida do primeiro israelense a participar de uma missão espacial não passaram despercebidas para os conterrâneos do coronel Ilan Ramon, um dos tripulantes mortos na tragédia do Columbia.O astronauta que levou todos os símbolos de seu povo à expedição científica retornou em plena jornada do shabat na espaçonave que se desintegrou sobre uma pequena cidade do Texas chamada Palestine."A maldição cósmica" foi a manchete do artigo de primeira página do diário israelense Maariv. "O simbolismo da tragédia do Columbia não podia ter sido escrito de uma maneira mais aterrorizante nem mesmo por aqueles que redigiram os capítulos mais terríveis da Bíblia", destacou o articulista Eric Bechar.Ilan Ramon, piloto das Forças Aéreas Israelenses, com experiência na Guerra do Yon Kipur de 1973, do Líbano, de 1982, também participou a bordo de um F-16 do bombardeio do reator iraquiano Osirak. Filho de um sobrevivente do holocausto, passou seus dias no Columbia comendo apenas comida judia, repetiu alguns rituais de seu povo, apareceu algumas vezes com a bandeira de seu país nas mãos e rezou ao sobrevoar Jerusalém.Em suas primeiras declarações públicas, a mulher do astronauta, Rona Ramon, declarou a um canal de televisão israelense: "O que nos consola é que Ilan morreu no lugar que mais amava e ao lado das pessoas que amava". Rona e família retornaram neste domingo a Houston."Não era só um astronauta", foi o título do Jerusalem Post, salientando que, durante 16 dias, "Ramon nos salvou, recordando quem e que coisas somos capazes de fazer se temos confiança em nós mesmos". Religiosos israelenses pediram neste domingo ao governo que buscasse entre os destroços do Columbia eventuais restos do Torá, que também devem ser sepultados. Tanto nas escolas, como em vários locais públicos foram prestadas neste domingo homenagens ao astronauta morto.VEJA O ESPECIAL

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