Jornal de Paris identifica guineana como vítima

NOVA YORK

, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2011 | 00h00

A camareira que acusa o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, de tentativa de estupro, foi identificada ontem pelo diário Le Figaro como Nafissatou Diallo, imigrante muçulmana de Guiné de 32 anos. Pessoas próximas a descrevem como "séria, tranquila e religiosa". Segundo vizinhos, ela se mudou para um apartamento em um prédio no Bronx, no qual outros residentes também são de origem africana, no início do ano.

Ela trabalha no hotel Sofitel desde 2008 e chegou aos EUA em 1998 para viver com o marido, que já morava em Nova York. Eles se divorciaram e, desde então, ela tem criado a filha adolescente de 15 anos sozinha.

Ainda segundo conhecidos da camareira, Nafissatou é uma muçulmana praticante. Cobre os cabelos com um véu e usa roupas discretas. "Ela é muito calma e contida. Raramente sorri", disse um de seus vizinhos, Mark Gangadeen, ao New York Post.

O advogado que a defende, Jeffrey Shapiro, rebateu a estratégia da defesa de Strauss-Kahn, de que o contato sexual entre os dois teria sido consensual. "Não há nada consensual no que ocorreu naquele quarto", disse à rede de TV americana NBC.

De acordo com investigadores e parentes, Nafissatou ficou bastante traumatizada com o episódio. "Alguém fez algo muito ruim para mim", teria dito ela a seu irmão, dono de um restaurante no Harlem. Segundo ele, sua irmã não sabia quem Strauss-Kahn era e ficou apavorada quando o reconheceu na televisão. "Ela confia na Justiça americana", disse.

Em comunicado, o hotel disse que a posição de sua funcionária é exemplar. "Estamos completamente satisfeitos com seu trabalho e comportamento."

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