Jornal descobre outro taleban dos EUA

Um jovem que vivia em Perth Amboy High, no estado norte-americano de Nova Jersey, parece ter-se juntado - como John Walker Lindh - às fileiras talebans, e sua família o procura desesperadamente. Hiram Torres, de 27 anos e origem hispânica, é um ex-estudante modelo com idéias revolucionárias, que em 1993 deixou a Universidade de Yale, apenas um mês depois de ter-se matriculado, para começar a viajar pela Ásia.Desgostoso com o materialismo do Ocidente e em busca de um ideal, Torres esteve no Paquistão e em Bangladesh, de onde regressou com um turbante na cabeça que não tirava nunca. Em 1998, foi para o Afeganistão - de onde ligou para sua mãe, para dizer-lhe que se havia matriculado em uma escola. A partir desse dia, ela nunca mais teve notícias dele.Um jornalista do New York Times descobriu o nome de Torres em uma casa em Cabul considerada base do Harkat ul Mujaheddin, um grupo fundamentalista paquistanês que enviava militantes para combaterem ao lado dos talebans.O caso de Torres apareceu no mesmo dia em que o californiano Lindh compareceu perante um tribunal em Alexandria, perto de Washington, que negou o pedido de liberdade sob fiança. O caso de Lindh teve grande repercusssão nos EUA. Embora o delito de que o acusam tenha como pena máxima a prisão perpétua, muita gente gostaria de vê-lo na cadeira elétrica.O caso de Hiram Torres, no entanto, precisa de mais detalhes: os documentos encontrados em Cabul não indicam datas, mas é evidente que dizem respeito a 1995. Em uma das fichas, estão anotados os dados pessoais: 20 anos (agora tem 27), solteiro, convertido há 11 meses ao Islã, com carta de motorista e com o novo nome de Mohammed Salman.Leia o especial

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