Jornal diz que Bin Laden saiu do Afeganistão

O jornal paquistanês The News, publicado em inglês, noticiou hoje que, segundo fontes do regime afegão, o milionário saudita Osama Bin Laden já deixou voluntariamente o Afeganistão na segunda-feira. Uma das fontes contou que o "xeque", como é chamado o suposto chefe terrorista, deixou o país com os jovens árabes que o acompanham e que juraram dar a vida para protegê-lo."Esses árabes educados e comprometidos sabem biologia, química e ciências nucleares, e estão preparados para fazer uso desses conhecimentos para defender muçulmanos no mundo todo", informou, em mensagem escrita ao jornal, um afegão considerado muito próximo a Bin Laden. Outras fontes especularam que Bin Laden possa ter ido para a Chechênia, cujos líderes separatistas estão em guerra com a Rússia, ou para o Líbano.Apesar de tudo isso, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Riaz Mohammad Khan, disse hoje que o governo paquistanês ainda tem esperanças de que o Taleban "tome uma decisão pronta que satisfaça a comunidade internacional".À pergunta sobre o que justificava o otimismo, Khan disse que espera que o regime afegão compreenda a "gravidade" da situação, e lembrou que, em seu comunicado, os ulemas (líderes espirituais) citaram a ONU e a Organização da Conferência Islâmica como possíveis fóruns para resolver o impasse.Em todo caso, o Paquistão, até há pouco isolado da comunidade internacional por causa de seu apoio ao regime do Taleban, já começa a colher os frutos de seu realinhamento.O governo australiano anunciou o levantamento das sanções comerciais contra o país, "à luz de sua forte posição contra o terrorismo". E o Japão anunciou uma ajuda de emergência de US$ 40 milhões, para ajudar o país a lidar com os refugiados originários do Afeganistão.Mais importante ainda, na quinta-feira o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Horst Köhler, comunicou que a instituição vai "rever a situação do Paquistão", a pedido dos Estados Unidos, como parte das medidas para conter a desaceleração mundial e apoiar os países que estão na "linha de frente da luta contra o terrorismo". O governo paquistanês pede a renegociação de sua dívida externa, de US$ 6 bilhões, ou cerca de 10% do Produto Interno Bruto.

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