Jornal estatal egípcio elogia ataque suicida palestino

Um jornal estatal do Egito elogiou o ataque suicida que matou nove pessoas e feriu dezenas em Tel-Aviv nesta segunda-feira. O periódico afirmou que os terroristas são mártires e fizeram um ato de sacrifício. O Egito sempre teve uma atitude neutra em relação à violência entre Israel e Palestina. Por isso, a defesa do ataque palestino contra civis israelenses publicada em um dos três maiores jornais do país, cujo editor é nomeado pelo próprio presidente Hosni Mubarak, causou consternação. "Não é exigido que o povo palestino levante suas mãos e se renda, aceite os ataques diários israelenses e assista às ondas de colonizadores que ocupam suas terras e constroem colônias", escreveu Al Gomhuria em um editorial da edição de terça-feira. O jornal avisou que "... futuramente haverá mais (ataques)". Segundo a fé islâmica, o mártir vai direto ao paraíso. O líder palestino Mahmoud Abbas condenou o ataque - em que um homem detonou 4,5 quilos de explosivos em um restaurante perto da estação de ônibus central da cidade. O local estava lotado de israelenses que aproveitavam o feriado da Páscoa judaica. O Secretário Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, e numerosos outros países ocidentais denunciaram o ataque, mas o governo palestino liderado pelo Hamas defendeu-o como uma legítima resposta à "agressão" israelense. O grupo militante Jihad Islâmica, rival do Hamas, se responsabilizou pelo ataque. Seus membros celebraram o resultado distribuindo doces nas ruas de Gaza. O governo israelense, no entanto, culpa o Hamas pelo ataque. O primeiro-ministro israelense designado, Ehud Olmert, afirmou que o país reagirá apropriadamente ao atentado.

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