Jornal inglês liga morte de espião a roubo nuclear na Rússia

A morte do ex-espião russo Alexander Litvinenko, na quinta-feira última, vítima de parada cardíaca após ter sido envenenado com o elemento radioativo polônio-210, pode estar ligada ao roubo de material nuclear em locais pouco protegidos na Rússia e ao comércio desses produtos no mercado negro, segundo matéria publicada neste domingo no jornal inglês The Observer. Uma alta fonte da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disse ao jornal que o assassinato foi, sem dúvida, uma "operação organizada" e que a habilidade para obter o polônio-210 e o conhecimento para usá-lo indicam que não se trata de "um assassino só". A descoberta do envenenamento por polônio-210 levou a reuniões de urgência do Cobra, grupo de combate ao terrorismo. Segundo a Agência de Proteção à Saúde, 300 pessoas que visitaram os locais onde foram encontrados traços de radioatividade entraram em contato e serão examinadas.

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