AP
AP

Jornalista americano é libertado após cinco dias na Síria

De acordo com a rede NBC, o grupo que sequestrou Richard Engel não foi identificado

AE, Agência Estado

18 de dezembro de 2012 | 09h37

WASHINGTON - O jornalista norte-americano Richard Engel foi libertado após permanecer por cinco dias em cativeiro na Síria, informou na manhã desta terça-feira, 18, a rede NBC News, empregadora do repórter.

"Após ser sequestrado e mantido em cativeiro por cinco dias no interior da Síria, vítima de um grupo não identificado, o correspondente Richard Engel e os integrantes de sua produção foram libertados ilesos", informa um comunicado da rede de televisão.

Sequestro

Já o Ministério de Relações Exteriores da Rússia informou nesta terça-feira que dois cidadãos russos foram sequestrados, juntamente com um italiano, e que seus captores pediram resgate para libertá-los. Os três, que trabalham numa siderúrgica síria, foram sequestrados na noite de segunda-feira numa estrada entre Tartus - onde a Rússia tem uma base naval -, e Homs, informou o Ministério em comunicado.

O governo russo identificou os sequestrados como V. V. Gorelov, Abdesattar Hassun e Mario Belluomo. De acordo com o Ministério, os sequestradores entraram em contado com a siderúrgica Hmisho por telefone e exigiram o pagamento do em troca a libertação. O governo russo não divulgou a quantia pedida.

Segundo a agência de notícias Interfax, o ministro de Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, declarou em Tashkent, no Usbequistão, que "todas as medidas necessárias que possam influenciar a situação estão sendo tomadas na Síria e em outros países". A Rússia é uma aliada internacional importante do governo do presidente sírio Bashar Assad, que luta contra forças rebeldes desde março de 2010, numa guerra civil que já matou, de acordo com estimativas, 40 mil pessoas.

O sequestro de estrangeiros é raro na Síria, mas o país está se tornando cada vez mais caótico e a captura de cidadãos sírios se torna cada vez mais comum em várias partes do território sírio. A maior parte desses sequestros parece ter motivação sectária, mas tem havido vários casos em que homens armados capturam pessoas ricas para pedir resgate ou para fazer acertos pessoais.

Com informações da Dow Jones e da AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.