Jornalista americano pode ainda estar vivo

A polícia paquistanesa intensificou hoje as buscas do jornalista americano Daniel Pearl depois do recebimento de uma nova mensagem por correio eletrônico indicando que talvez ele estaria vivo. O diário Wall Street Journal, para o qual Pearl trabalha, disse hoje acreditar que o repórter ainda está vivo. "Com base em informações procedentes do Paquistão, acreditamos que ambas as mensagens recebidas ontem (sexta-feira) sobre Danny são falsas. Continuamos a acreditar que Danny ainda está vivo", indicou o jornal em um comunicado. O destino de Pearl, desaparecido desde o dia 23, ainda era incerto depois que um e-mail enviado aos meios de comunicação indicara que ele havia sido executado - após o vencimento do prazo dado pelos seqüestradores para que suas exigências fossem atendidas - e de um telefonema pedindo o pagamento de US$ 2 milhões e a libertação do ex-embaixador taleban no Paquistão Abdul Salaam Zaeef. "Pedimos que libertem Danny. Se isso não for possível, que demonstrem que Danny ainda está vivo. Eles podem fazer isso nos enviando uma foto dele, segurando um jornal de hoje. Continuamos ansiosos para manter negociações que levem à libertação de Danny", dizia o comunicado do editor-chefe Paul Steiger. Na nova mensagem enviada hoje do mesmo endereço das anteriores e escrita com um inglês incorreto e às vezes incoerente, os seqüestradores diziam: "Pearl talvez esteja vivo e façam esforços reais para libertá-lo." O grupo, que se identificou como Movimento Nacional para a Restauração da Soberania do Paquistão, havia exigido a libertação dos paquistaneses presos na guerra do Afeganistão. Centenas de policiais paquistaneses inspecionaram vários cemitérios em busca de evidências sobre o paradeiro do repórter, mas até a tarde de hoje não haviam encontrado nenhuma pista que respaldasse a versão de que ele havia sido executado. Durante a tarde e a noite de sexta-feira a polícia revisou os 300 cemitérios de Karachi, cidade de 12 milhões de habitantes no sul do país, depois que as redes de tevê CNN e Fox receberam um e-mail afirmando que o corpo de Pearl estava em um jazigo de Karachi. Os administradores dos cemitérios receberam ordens para não permitir enterros e informar a polícia sobre qualquer ocorrência suspeita. A polícia paquistanesa efetuou hoje novas prisões relativas ao caso, incluindo a do pai e familiares do principal suspeito do seqüestro, que já está detido e foi interrogado pelo FBI - o xeque Mubarak Ali Shah Gilani, fundador de uma obscura seita islâmica que Pearl pretendia entrevistar.

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