CBS News/Divulgação
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Jornalista da CBS teria sido atacada após renúncia de Mubarak, diz canal

Correspondente Lara Logan sofreu 'ataque sexual brutal e espancamento' na Praça Tahrir

Associated Press

15 de fevereiro de 2011 | 19h52

NOVA YORK - A jornalista Lara Logan, correspondente do canal americano CBS News, disse ter sido atacada e abusada sexualmente na última sexta-feira, no Cairo, quando cobria a renúncia do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak.

 

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Segundo informações veiculadas nesta terça-feira, 15, pela própria CBS News, Lara estava na Praça Tahrir, principal palco dos protestos populares que derrubaram a ditadura de 30 anos de Mubarak, quando ela e sua equipe foram cercados por cerca de 200 pessoas.

 

A jornalista foi levada para longe da multidão na praça e para longe de sua equipe, que incluía seguranças, e sofreu o que o canal chamou de "um ataque sexual brutal e espancamento". Lara foi salva por um grupo de mulheres e cerca de 20 soldados egípcios. Já no sábado, após reencontrar a equipe do canal, ela retornou aos EUA, "onde está se recuperando no hospital", informa a CBS.

 

Nascida na África do Sul, Lara Logan cobriu as guerras travadas pelos EUA no Iraque e no Afeganistão e transformou-se em uma das mais famosas correspondentes estrangeiras da rede americana. Ela trabalha na CBS desde 2006.

 

A renúncia de Mubarak foi anunciada pelo vice-presidente Omar Suleiman por volta das 18 horas locais no Egito. A multidão da Praça Tahrir ficou eufórica. Havia milhares de egípcios no local e a festa durou mais de 12 horas. As Forças Armadas estavam presentes no local.

 

De acordo com o Comitê de Proteção dos Jornalistas, uma ONG de ativistas pela liberdade de expressão, ao menos 140 jornalistas foram feridos ou morreram desde o dia 30 de janeiro durante a cobertura dos protestos no Egito. O número não inclui eventuais incidentes ocorridos nos cinco primeiros dias de manifestações.

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