Jornalista diz que foi obrigada a defender seqüestradores

A jornalista americana Jill Carroll, libertada na quinta-feira no Iraque após 82 dias de seqüestro, disse que foi obrigada a falar bem dos seqüestradores, que a ameaçaram "muitas vezes". Em declaração distribuída neste sábado, dia 1.º, pelo Christian Science Monitor, a publicação de Boston para a qual trabalha, Carroll quis desfazer a visão positiva dos que a seqüestraram em 7 de janeiro. "Condeno todos que seqüestram e assassinam civis, e meus seqüestradores claramente são culpados de ambos os crimes", disse. Carroll afirmou que não falou abertamente em entrevista emitida pela rede "Bagdá Televisão" após sua libertação, por temer represálias de seus seqüestradores. "Por medo, disse que não tinha sido ameaçada. Na verdade, me ameaçaram muitas vezes", disse.

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