Arquivo/AP
Arquivo/AP

Jornalista diz ter recebido 'agenda da realeza' da princesa Diana

Ex-editor do 'News of the World' é julgado por pagar propina a policiais para obter contatos telefônicos

O Estado de S. Paulo,

13 de março de 2014 | 14h57

LONDRES - O jornalista inglês Clive Goodman, réu no escândalo de escutas telefônicas que levou ao fechamento do jornal de Rupert Murdoch News of the World, afirmou perante um juiz nesta quinta-feira, 13, que recebia informações diretamente da princesa Diana.

Em 2006, quando foi preso, a polícia encontrou em sua casa 15 listas com contatos telefônicos da família real. Perguntado de onde tinha vindo uma agenda verde com os contatos, Goodman afirmou: "foi entregue pela princesa de Gales."

"A agenda chegou na redação em um envelope com meu nome", explicou o jornalista, acrescentando que Diana lhe telefonou mais tarde para saber se ele havia recebido. A agenda, detalhou Goodman, continha contatos de antigos membros da família real e foi dada pela princesa em 1992, em meio ao turbulento fim do casamento dela e do príncipe Charles.

O jornalista contou que as informações repassadas por Diana costumavam ser entregues na redação do jornal dentro de um envelope. Goodman era editor de assuntos envolvendo a realeza.

O jornalista explicou na audiência que Diana, morta em 1997, "atravessava um momento muito, muito difícil" e mantinha um contato estreito com diversos jornalistas, em busca de aliados na mídia que a ajudassem na disputa com Charles. "Ela sentia que estava sendo encurralada por ele (Charles) e pessoas da família real. Ela estava procurando um aliado que pudesse descobrir o que poderia acontecer contra ela."

Goodman chegou a ser preso em 2007 por acessar mensagens de voz de celulares pertencentes a assessores da realeza e agora é julgado de pagar propina a policiais para obter contatos telefônicos da família real. Ele nega que as informações e contatos que conseguiu tenham sido obtidos de forma ilegal./ AP e REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.